13/04/2010 16:00:00 - UMA QUESTÃO DE COERÊNCIA

Nesta última semana, estive em Brasília por duas vezes, curiosamente em situações bem distintas. Na segunda-feira (5/4), no evento que deu posse ao ex-ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (AM), como novo presidente nacional do Partido da República (PR). Já no sábado (10/4), participei do Encontro Nacional do PSDB, que lançou a pré-candidatura do ex-governador do Estado de São Paulo, José Serra, à Presidência da República. E por que eu digo curiosamente?


O evento do PR contou com a participação da ex-ministra da Casa Civil e também pré-candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff. E é neste ponto que começa minha reflexão. Iniciei minha vida pública muito cedo, aos 17 anos de idade, ao me filiar ao então Partido Liberal (PL). Não posso negar que minha escolha pelo PL também se deu pela amizade que gozava com membros do partido, mas acima de tudo pelo engajamento político que já transparecia em minha atuação como estudante ligado aos movimentos estudantis da época. Sempre acreditei no Estado mínimo, leve e ator coadjuvante na economia da nação. Minhas convicções me fazem entender que o Estado deve atuar em suas funções originárias, que é atender as necessidades de seu povo em educação, saúde, segurança e infraestrutura necessária para o desenvolvimento de uma economia auto-sustentável bem intensa.


Como todo jovem idealista e que em seus devaneios vê-se capaz de mudar o mundo com suas próprias mãos, encontrei na doutrina e no programa do Partido Liberal tudo aquilo que acreditava. Encontrara então o partido em que iniciaria minha carreira política. Hoje, após 15 anos daquelas primeiras movimentações juvenis, acumulo quatro eleições disputadas e dois mandatos como vereador da minha querida São Caetano do Sul. E o reconhecimento maior desta trajetória dentro do partido veio no final do ano passado com o convite da executiva estadual para que assumisse a direção do partido na cidade. Demonstração esta que mostra a relação de confiança existente. Nesta caminhada, o PL virou PR, com a fusão com o antigo PRONA. Indicou José Alencar candidato a vice-presidente de Lula e, desde então, cresceu vertiginosamente deixando de ser um partido pequeno para se tornar uma das grandes forças do Congresso Nacional com quatro senadores e 44 deputados federais em sua vigorosa bancada.


Entretanto, desde a aproximação com o PT em meados de 2002, sempre fui transparente junto às lideranças maiores do partido quanto às minhas convicções. O partido alinhou o prumo e foi em direção à esquerda em uma movimentação extremamente bem sucedida. Eu, sempre com autorização dos comandantes da legenda, mantive meu posicionamento ideológico inalterado. E é esta firmeza de propósitos, baseada acima de tudo na lealdade, que me deixa extremante tranquilo para subir no palanque de José Serra, numa demonstração de que a coerência é das maiores virtudes que um político pode se orgulhar.

 

Fabio Palacio prestigia pré-candidato José Serra.
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Fabio Palacio na posse do novo presidente do PR.
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Histórico

Natural de São Caetano do Sul, Fabio Palacio já demonstrava vocação política ainda na adolescência. Sempre engajado com as atividades da escola, apresentava perfil de um líder estudantil, mas ainda não imaginava entrar no meio político. Aos 17 anos, filiou-se no antigo Partido Liberal (PL), hoje chamado de Partido da República (PR), sigla da qual está há 14 anos por se identificar com a ideologia baseada no liberalismo econômico. O PR é resultado da fusão, realizada em 2006, do PL com o PRONA.

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